quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Vivências natalícias!

Aqui, no Berçário, as vivências natalícias começaram muito cedo. A Bia (professora de música para bebés) cantou e tocou muitas canções de natal e possibilitou a cada bebé vivenciar e explorar muitos instrumentos musicais.
 

 
A Fátima colocou na sala uma variedade de instrumentos de lâminas e tocou pequenas melodias de natal. Todos os bebés puderam explorar os sons destes instrumentos.

 
Os enfeites de Natal são sem dúvida um mundo cheio de cor e formas apelativas para todos os bebés. A Fátima colocou na sala uma grande caixa cheia de muitos destes enfeites (bolas, fitas, sacos de papel, bonecos, estrelas…). Foram momentos de muita diversão onde cada bebé pode à sua maneira explorar, descobrir e brincar utilizando as potencialidades de cada material.

 
 Explorar, descobrir e brincar – A atividade exploratória das crianças sobre o mundo à sua volta (objetos e pessoas) e as atividades de jogo auto-iniciado marcam a natureza destes tempos. As crianças envolvem-se de forma espontânea com os outros e com os objetos à sua volta…
 
Maria Assunção Folque, Marta Bettencourt e Mónica Ricardo (2015)

domingo, 29 de novembro de 2015

As partilhas das famílias!

Há uns dias atrás a família do Francisco partilhou com todos os bebés um saco cheio de cheirosas e deliciosas clementinas. 


A Fátima lavou muito bem as clementinas e foi uma grande animação na sala. Os bebés observaram, cheiraram, saborearam, atiraram ao ar, observaram-nas no chão a rebolar e movimentavam-se para as agarrarem.



Uma grande variedade de explorações que se transformaram em aquisição de competências em cada um dos bebés. 



No final da semana e depois de muitas explorações feitas partilhámos as clementinas com a Sala da Mónica. Afinal o Francisco tem um mano nesta sala e nada é mais importante do que esta partilha familiar!


Deixo um agradecimento muito especial há família do Francisco por esta partilha e deixo também um convite a todas as famílias para partilharem com os bebés da sala algo que seja significativo para o bebé (um livro, um brinquedo, uma imagem, um objeto, uma caixa,.....). 

As crianças aprendem a valorizar as suas experiências familiares e a dos outros quando os professores constroem relações fortes com os pais e incorporam os materiais e as atividades da vida familiar no contexto escolar. 
M. Hohmann, B. Banet, D. Weikart, Educar a Criança, 1997, 99

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Porque festejamos o Halloween no Berçário?

Porque chegaram da Quinta de Castelo de Bode abóboras grandes.
Porque a tia Lena nos trouxe um gato e uma abóbora em feltro.
Porque uma família partilhou com a sala duas abóboras pequenas.
Porque quisemos conhecer o interior da abóbora grande.


Com tantos desafios à nossa frente lançámo-nos em variadíssimas explorações:
- Explorámos as abóboras grandes e pequenas.
- Fizemos jogos de colocar umas em cima das outras e depois envoltos em grandes gargalhadas todas caiam no chão. 
- Cantámos a canção do gato.
- Deitámo-nos em cima da abóbora de feltro porque era macia.
- Observámos a Fátima a abrir a abóbora grande e depois explorámos seu interior (observámos, apontámos as sementes, sentimos o fresquinho, agarrámos, …) 



Foi um dia de Halloween cheio de muitas explorações e conquistas.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Afinal o Íbis

No dia 30 de outubro recebemos uma visita muito especial na nossa escola. A Associação Artística Andante veio à creche promover um espetáculo com palavras, diversão, e muita música, intitulado Afinal o Íbis…


Este espetáculo foi um ótimo meio de promoção da leitura para bebés, com poesia de Fernando Pessoa, música de Joaquim Coelho e imagem de Mafalda Milhões.


A peça contou-nos a história de um pássaro esquisito, o Íbis do Egipto e foi um pretexto para embalar, brincar, cantar e voar com os bebés.


A atriz conduziu os bebés pelas paisagens poéticas, pela musicalidade das palavras, pelo voo das páginas e em meia hora tivemos tempo para brincar, cantar, ouvir, ler e dançar. 
 

De forma lúdica e pedagógica esta peça focou a atenção dos bebés quer pela sua interatividade e sensorialidade quer pelos estímulos visuais e musicais.

Foi uma manhã muito divertida e cheia de muita música e alegria.

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Os brinquedos são os materiais que nos rodeiam!

Para nós, todos os objetos que encontramos são passíveis de virar brinquedo. Desde o pano mais esquecido, à caixa de cartão que ia para o lixo, aos plásticos que protegiam uma encomenda acabada de chegar. Afinal é nestes materiais não estruturados que encontramos as maiores potencialidades e se realizam as melhores brincadeiras.


Esta semana a Fátima trouxe para a sala uns plásticos com bolhinhas de ar que fizeram as delícias dos bebés. Os plásticos foram chapéus, casinhas, camas, tapetes, etc. Deu-se largas à imaginação e a exploração foi elevada ao extremo numa manhã plena de brincadeira. 

sábado, 10 de outubro de 2015

Brincar é fantasiar, inventar, criar, entender, construir...

Todos os dias há atividades diferentes na nossa sala. A atividade de terça-feira trouxe a cada bebé novas experiências e novas descobertas. A Fátima colocou na sala uma caixa de cartão com muitas pepitas de esferovite. Depois colocou um a um os bebés dentro da caixa e foi uma manhã maravilhosa que se encheu de lindos sorrisos.



“Brincar é fantasiar, inventar, criar, entender, construir, modificar, experimentar, destruir, imaginar... A criança retira de sua vida os conteúdos da brincadeira através de impressões e sentimentos que vivencia, dos conhecimentos que aprende, das histórias que escuta... Por isso, para brincar é preciso entender que a brincadeira é uma atividade da imaginação. “ p. 59 “Nas creches, a brincadeira é educação por excelência” p. 59 Abramowicz & Wajskop ,1995

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

O primeiro mês!

Neste primeiro mês a palavra adaptação esteve sempre presente no nosso ambiente educativo. Todos nos tivemos de adaptar: os bebés a um mundo totalmente novo, com ambientes envolventes diferentes, pessoas novas, rotinas e atividades individualizadas; os pais e familiares a pessoas novas com quem iniciaram uma relação de confiança e toda a equipa da sala a novas famílias e novos bebés que merecem a nossa melhor dedicação e interesse individualizado. 



O Berçário é um sistema permanente de relações educativas de comunicação, socialização e individualização com a responsabilidade de proteção da saúde física e mental dos bebés. Um ambiente criado para dar continuidade aos cuidados prestados pela família, favorecendo, entre outras, a satisfação das necessidades emocionais básicas de intimidade, de atenção, de aceitação, participação, de desenvolvimento da autoestima, de novas experiências, de muitas conquistas, de descoberta e formação do eu em relação com o outro.


A criança depara-se com um novo ambiente, composto de adultos e crianças com os quais ela nunca interagiu. O distanciamento da família por longas horas do dia e a inserção num novo ambiente, com rotinas específicas, exigem da criança uma grande capacidade de adaptação. No entanto, este aspeto não diz respeito apenas à criança, mas exige da sua família e também dos profissionais que atuam na creche um processo de adaptação. (CRAIDY e KAERCHER, 1998, p. 28)